Lookman marcou o primeiro ‘hat trick’ em uma final europeia, desde 1975

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Ademola Lookman não está consciente do que fez. Ele destruiu o Bayer Leverkusen, que estava há 51 partidas sem perder, na final da Europa League, com um ‘hat trick’ histórico. As consequências estatísticas de sua contribuição, o colocam como o primeiro autor de três gols em uma final europeia, em todo o século. O precedente mais próximo – sem considerar a Supercopa da Europa, que tecnicamente não é uma final, embora a façanha de Radamel Falcão contra o Chelsea, em 2012, seja digna de menção – é de Jupp Heynckes, no jogo de volta da Copa da UEFA, de 1975. BeSoccer Pro destaca a relevância desse dado.

O placar foi de 5 a 2 em favor dos alemães, que demonstraram o poderio do futebol de seu país, em outra campanha de sucesso internacional. Seu craque marcou nos minutos 9, 50 e 60 para o ápice de uma atuação vistosa e superior, por parte de sua equipe. O principal responsável pelo esquema era Hennes Weisweiler, que soube explorar um elenco que, no início da temporada, não estava nos prognósticos mais otimistas.

O caso anterior mais imediato, ocorreu na Copa dos Campeões de 1969, quando o Milan derrotou o Ajax por 4 a 1, com um ‘hat trick’ de Pierino Prati. Ele balançou as redes adversárias aos 8, 40 e 75 minutos. No site oficial da competição, é possível acessar um resumo que confirma um cabeceio soberbo, após um cruzamento da esquerda e um chute preciso no canto longo da área, que coloriram seu grande dia.

Para encontrar o ‘hat trick’ anterior, é necessário voltar várias temporadas até 1965-66, quando Lluís Pujol Codina levou a Copa das Feiras para a galeria do Barcelona, com três gols, contra o Real Zaragoza. Ele surpreendeu o goleiro Yarza aos 3, 85 e 120 minutos, pois houve necessidade de prorrogação, após um duplo de Marcelino renovar as esperanças, que se frustraram durante o tempo extra.

O registro mais contemporâneo desse retorno ao passado, também pertence à Copa das Feiras. O Valencia venceu o Barcelona, em 1962, graças a Vicente Guillot, que marcou aos 35, 54 e 69 minutos, resultando em um 6 a 2 humilhante para os azul-grenás. O impacto do craque ‘che’ aumentou com o tempo. Os assinantes do Mestalla com menos tempo de carnê lembrarão como ele dividiu os torcedores entre ‘guillotistas’ e ‘waldistas’. Waldo – Waldo Machado – estava naquela final, por sinal.

O próximo ponto envolve uma novidade: uma derrota. No mesmo período, 1962, o Real Madrid alcançou a final contra o Benfica pela Copa dos Campeões e, apesar de uma soberba apresentação de Ferenc Puskás, que marcou aos 18, 23 e 39 minutos, a derrota por 5 a 3 foi impossível de ser evitada. Eusébio marcou dois gols. Nomes lendários como Paco Gento e Alfredo di Stéfano estavam na lista de convocados.

Justamente Di Stéfano, foi quem se tornou o primeiro autor de um ‘hat trick’ em uma final continental. Em particular, na final da Copa dos Campeões de 1960. O Madrid superou o Eintracht de Frankfurt, em uma quinta especial: Puskás realizou o primeiro e único ‘hat trick’ da história, em uma partida dessa dimensão. O argentino celebrou aos 27, 30 e 73 minutos. 

Ademola Lookman

Ademola Lookman fez história em termos gerais e individuais. O habilidoso atacante, de raízes nigerianas, nasceu em Londres. Ele aprendeu no Charlton Athletic, onde os olheiros do Everton, após várias visitas, apresentaram uma oferta de 8 milhões de euros, que foi difícil de recusar. Pouco depois, ele foi emprestado ao Red Bull Leipzig, onde convenceu até o ponto de ativar uma transferência de 18 milhões.

Então, começou um carrossel de empréstimos que o levou a defender os escudos do Fulham e do Leicester City. Ele não se destacou nem em Craven Cottage, nem no King Power Stadium, mas o Atalanta confiou e colocou 9 milhões na mesa da marca de bebidas energéticas no verão de 2022. Este contexto é fundamental para entender que ele realizou um exercício de reivindicação nesta temporada.

De fato, é graças ao seu ‘hat trick’ em Dublin que, com ainda dois jogos pela frente no calendário – a ‘Dea’ tem que enfrentar o Torino e a Fiorentina, ele se candidata a bater o recorde de gols de sua carreira. Ele já marcou 15 gols e seu melhor número é também 15, correspondente à temporada anterior. Além disso, em termos de assistências, ele já se superou. Ele tem 8, ou seja, 2 a mais que na temporada anterior, onde, é claro, seu tempo de jogo foi inferior, com 1860 minutos, contra os 2665 que acumula atualmente.

A capacidade de Lookman para atuar nos grandes palcos que Gian Piero Gasperini conseguiu para seu Atalanta, foi fundamental para esses números. Na fase de grupos da presente Europa League, ele não havia marcado nem assistido nenhum gol, apesar de ter sido titular e não substituído contra o Raków Czestochowa (uma vez), o Sporting CP (duas vezes) e o Sturm Graz (duas vezes).

Já nas eliminatórias, ele acertou um chute na trave contra o Sporting CP, nas oitavas de final, antes de marcar na volta. Perdeu a ida contra o Liverpool e entrou, sem marcar, no segundo jogo. Ele se destacou a partir das semifinais. Como substituto na ida contra o Marselha, passou a ser titular na Itália e fez uma assistência e um gol, justificando a decisão de seu técnico de devolvê-lo ao time principal. 

Fonte: Besoccer

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