Especialista alerta sobre aumento da violência contra pessoal de saúde no Haiti

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O especialista em Direitos Humanos da ONU no Haiti, William O’Neill, afirmou que está profundamente preocupado com os terríveis ataques a hospitais no país.

Segundo ele, as gangues haitianas têm atacado também clínicas e trabalhadores de saúde o que está enfraquecendo o sistema que já estava à beira do colapso.

Acesso à saúde e proteção de vidas

Em 24 de dezembro, vários jornalistas foram mortos além de um oficial da Polícia Nacional Haitiana durante um ataque ao Hospital Geral. Eles estavam no local para a cerimônia de reabertura do estabelecimento.

Milhares de famílias fogem do país
© UNICEF/Ralph Tedy Erol

O atentado ocorreu uma semana após um outro ataque ao Hospital Bernard Mevs, em Porto Príncipe, capital do Haiti.

O’Neill afirmou que o acesso aos cuidados de saúde e a vida daqueles que atuam no setor estão claramente sob grande risco na ilha caribenha.

País sofre com surtos de tuberculose e cólera

O especialista contou que os grupos criminosos assassinaram e sequestraram vários médicos, enfermeiros e agentes de saúde.

Os bandidos também queimaram, saquearam e destruíram muitas instalações de atendimento o que forçou várias clínicas a suspender suas operações.

Ele afirma que apenas 37% dos postos de saúde em Porto Príncipe estão operando inteiramente. E mesmo assim, existe dificuldade no acesso por causa da preocupação com a segurança.

William O'Neill
Arquivo pessoal: William O’Neill

Muitos profissionais de saúde estão fugindo do país por causa da violência. Há relatos de que policiais também estariam, alegadamente, envolvidos nos ataques contra pacientes e trabalhadores do setor de saúde.

O Haiti sofre com surtos de cólera, tuberculose e outras doenças contagiosas. Para o relator da ONU, centenas de milhares de crianças estão pagando um alto preço pela violência do país.

O’Neill afirmou que o Haiti segue sendo um dos países mais perigosos para jornalistas.

Fonte: ONU